Novos sabores, mesas e experiências gastronômicas em Pinheiros
Uma casa dos anos 1970, cercada por uma paisagem de Pinheiros cada vez mais verticalizada, tornou-se o endereço de um projeto que aproxima gastronomia, coquetelaria, música e referências latino-americanas.
A Madre, ou Casa de Mi Madre, abriu em soft opening em 21 de agosto na Rua Padre Carvalho, 141 , em Pinheiros. À frente da casa está a restauratrice e arquiteta manauara Ana Beatriz Pereira, que concebeu um espaço pensado para reunir comida, bebida, música e hospitalidade.
O projeto reúne cozinha criada pelo chef consultor Mario Panezo, coquetelaria de Marco De la Roche, curadoria de vinhos e uma programação musical centrada no vinil.
O nome Madre começa dentro de casa
A escolha do nome está diretamente ligada às mulheres da família de Ana Beatriz. A avó Benedita foi cozinheira e proprietária de bar e restaurante; a avó Nonata, comerciante; e a mãe, Mara, tornou-se sócia e uma das principais incentivadoras do projeto.
Ana, formada em Arquitetura e Urbanismo, também passou pelo universo das startups, concluiu a formação Grand Chef pelo Le Cordon Bleu e é sócia do restaurante Cora, no centro de São Paulo.
Colorida, afetiva e cheia de referências. Na Madre, memórias familiares se encontram com ingredientes, tradições e sabores de diferentes partes da América Latina.
Mario Panezo conduz o percurso pela América Latina
O cardápio foi desenvolvido pelo chef consultor colombiano Mario Panezo, radicado no Brasil. Panezo ganhou projeção à frente do Feriae, restaurante inaugurado em Pinheiros em 2023, período em que foi eleito Chef Revelação pelo Comer & Beber da Veja São Paulo. O chef também desenvolve trabalhos ligados ao Fitó Pina Contemporânea.
Na Madre, ele se aproxima de sabores ligados à própria história e às receitas que aprendeu com a avó. A proposta não é representar uma única cozinha nacional, mas criar encontros entre diferentes referências culinárias da América Latina.
No dia a dia da cozinha, Panezo conta com Gabriela Franchi, cozinheira venezuelana radicada em São Paulo, com passagens por casas como Animus, Bar dos Cravos e Broca. Gabriela também leva suas referências para a ala doce do cardápio.
Aos fins de semana, a casa começa cedo
No fim de semana, a Madre muda o ritmo e oferece brunch durante toda a manhã e o início da tarde. Entre as opções divulgadas pela casa estão Sartén de ovos, Tostada de abacate e frutas com granola caseira e iogurte artesanal, além de bebidas quentes.
As madres também chegam ao copo
A primeira coleção de drinques da casa parte de divindades femininas latino-americanas ligadas à transformação, abundância e renovação.
Tiquira, tequila, pisco, milho tostado, ervas andinas, cacau e erva-mate estão entre os ingredientes utilizados.
A coquetelaria tem assinatura de Marco De la Roche, com Leonardo Massoni à frente da operação do bar. A primeira carta, batizada de Coleção 2026, trabalha ingredientes e referências de diferentes regiões do continente.
Entre as criações estão o Effêmera, que combina tiquira, vodca defumada e cordial de tomate; o Cosecha, com tequila reposado, bourbon, milho tostado e tamarindo; e o Pewen, preparado com pisco infusionado com eucalipto, Jerez Fino, uva verde e ervas andinas.
A carta também reserva espaço às bebidas sem álcool. Sob o nome As Quatro Mães Primordiais, receitas fazem referência à terra, água, fogo e vento e combinam ingredientes como chicha morada, hibisco, gengibre, água de coco, capim-limão, chá preto e abacaxi.
Uma casa para comer, beber e ouvir
Na Madre, a música não aparece apenas como trilha de fundo. Um Hi-Fi Custom Soundsystem, desenvolvido pelo Zanette Ateliê, integra a arquitetura da casa, enquanto o vinil será o principal suporte de uma programação que pretende reunir DJs, pesquisadores, colecionadores e convidados ligados à cena musical.
O imóvel recebeu adaptações acústicas para conter o som dentro da casa e preservar a convivência com a vizinhança. A proposta é permitir que o visitante chegue apenas para um drinque, permaneça para jantar, abra uma garrafa de vinho ou acompanhe um disco sem que comida, bar e música funcionem como experiências separadas.
Ana Beatriz Pereira e a criação de espaços de encontro
Ana Beatriz Pereira é arquiteta e urbanista manauara, restauratrice e empreendedora. Formada Grand Chef pelo Le Cordon Bleu, é sócia do restaurante Cora e fundadora da Madre.
Sua trajetória reúne arquitetura, gestão, gastronomia e hospitalidade e inclui projetos que aproximam comida, cultura e comunidade.
Agora, em vez de ocupar temporariamente outros espaços, o novo projeto encontra endereço permanente em uma pequena casa de Pinheiros. Em uma região marcada pela verticalização, a Madre escolheu permanecer mais perto do chão.
Serviço | Madre
Informações institucionais e material de divulgação da Madre, além de dados publicados pela Veja São Paulo e pela Folha de S.Paulo .
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