A Avenida Paulista foi tomada neste domingo (01/FEV) por um clima de comoção, indignação e empatia coletiva. Milhares de pessoas participaram de uma manifestação pedindo justiça pela morte do cão comunitário Orelha, vítima de maus-tratos em Santa Catarina.
O Portal Pinheiros acompanhou o ato de perto. Entre cartazes, aplausos e momentos de silêncio, o protesto reuniu moradores de diferentes bairros de São Paulo, protetores independentes, famílias, idosos, jovens e muitos tutores acompanhados de seus cães.
Mais do que um protesto, a manifestação se transformou em um ato simbólico contra a violência animal, reforçando a cobrança por punições mais severas e políticas públicas eficazes.
🐶 Quem era o cão Orelha e por que o caso chocou o Brasil
Orelha era um cão comunitário que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC). Conhecido por ser dócil e brincalhão, era cuidado coletivamente por moradores, comerciantes e protetores da região.
🦴 Recebia alimentação diária.
💉 Era vacinado e acompanhado por veterinários.
🤍 Fazia parte da rotina do bairro.
Em janeiro de 2026, Orelha foi brutalmente agredido e encontrado dias depois com ferimentos gravíssimos. Apesar do socorro, não resistiu. O laudo veterinário apontou lesões severas na cabeça, compatíveis com agressão por objeto contundente. Quatro adolescentes são investigados pelo crime.
O episódio gerou revolta nacional e colocou em pauta a fragilidade da punição para crimes de maus-tratos contra animais.

📍 Protesto na Avenida Paulista reúne milhares por justiça
O ato realizado em São Paulo integrou uma mobilização nacional que levou manifestações às ruas de diversas capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Em comum, os protestos tiveram o mesmo objetivo: cobrar justiça pela morte do cão comunitário Orelha e denunciar a violência contra animais.
Na Avenida Paulista, a concentração começou ainda pela manhã e ocupou vários quarteirões. Manifestantes caminharam de forma pacífica, muitos acompanhados de seus cães, carregando cartazes, faixas e camisetas com mensagens de repúdio aos maus-tratos.
🐾 Famílias, idosos, jovens e protetores independentes.
🐕 Tutores com cães de diferentes portes e idades.
📸 Pessoas que pararam para observar, fotografar e se informar.
A diversidade do público reforçou o caráter coletivo da mobilização, que uniu pessoas de diferentes perfis em torno de uma mesma causa.

Entre as mensagens mais vistas ao longo da avenida estavam:
✊ “Justiça pelo Orelha”,
🚫 “Maus-tratos não são brincadeira”,
⚖️ “Violência contra animais é crime”,
Em alguns momentos, os gritos de protesto deram lugar a caminhadas silenciosas, interrompidas apenas por aplausos. O silêncio, seguido por palmas, se tornou um dos gestos mais simbólicos do ato, emocionando manifestantes e pedestres que acompanhavam a cena.
A manifestação ocorreu de forma ordeira e chamou a atenção de quem transitava pela região, transformando a Paulista em um espaço de luto coletivo, conscientização e pedido por mudanças concretas na legislação e na aplicação das leis existentes.
⚖️ Um caso que vai além da proteção animal
A morte do cão Orelha ultrapassou a comoção local e abriu espaço para debates mais amplos:
📌 Endurecimento das leis contra maus-tratos.
📌 Responsabilização penal em crimes violentos.
📌 Proteção legal aos cães comunitários.
📌 Políticas públicas de bem-estar animal.
Projetos de lei começaram a ser discutidos em diferentes esferas, enquanto a mobilização nas redes sociais, impulsionada pela hashtag #JustiçaPorOrelha, ampliou ainda mais o alcance do caso.
🏙️ Por que esse tema importa para Pinheiros e São Paulo
Pinheiros é um bairro marcado pela convivência urbana, mobilização social e forte presença da causa animal. A participação expressiva de moradores do bairro no protesto reforça como esse debate faz parte da vida cotidiana paulistana.
A manifestação na Avenida Paulista deixou uma mensagem clara:
violência contra animais não é um caso isolado, é uma responsabilidade coletiva.

